Tanaíta do século II
Rabi Ishmael
Atuação
século II d.C.
Associado à máxima 'a Torá fala em linguagem humana' e a uma lista de 13 regras de interpretação; rejeitava as leituras minuciosas de Akiva.
O que as fontes dizem
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3 afirmações
Tradição ou narrativa
Os próprios rabinos discordavam sobre as regras de leitura. A Ishmael, sábio do século II, liga-se a máxima de que a Torá fala como falam os seres humanos; por isso ele recusava o empenho de Akiva, seu contemporâneo, em achar sentido divino em palavras repetidas e até em letras isoladas. A tradição atribui a Hillel uma lista de 7 regras (middot) e a Ishmael uma de 13, embora o midrash não se limite a elas. Uma técnica conhecida é a guematria, que calcula o valor numérico das letras.
Tradição ou narrativa
Akiva ben Josef viveu no século II, veio de família humilde e é venerado pela modéstia e por ter morrido como mártir na revolta de Bar Kochba. A memória rabínica atribui-lhe a sistematização da tradição legal e novos princípios de leitura que davam importância a cada detalhe do texto bíblico. Entre seus colegas e alunos contam-se Ishmael ben Elisha, Shimon ben Azai, Meir e Shimon bar Yohai, que a tradição posterior tomou por autor do Zohar.
No período tanaítico, na Palestina, compuseram-se também obras de interpretação das partes legais da Torá: a Mekhilta de Rabi Ishmael (Êxodo), o Sifra (Levítico), o Sifre Bemidbar (Números) e o Sifre Devarim (Deuteronômio).