Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
25 afirmações
01Evidências e contexto
Entre 1933 e 1945 os judeus sofreram a maior catástrofe de sua história.
Na guerra de conquista mundial, Hitler via os judeus como o principal inimigo da Alemanha.
Em discursos e em Mein Kampf (1925), Hitler chamou judeus de parasitas, vermes, baratas, bacilos e câncer.
Hitler pretendia praticar uma política biológica, usando recursos intelectuais, econômicos e militares do país.
Na hierarquia nazista, alemães eram super-homens e judeus sub-humanos disfarçados de humanos.
Hitler respondeu que sua primeira tarefa seria a aniquilação dos judeus, começando por forcas em Munique.
Saul Friedländer chamou a pregação de Hitler de antissemitismo redentor.
O Holocausto não foi um aspecto separado da Segunda Guerra: estava no centro dos objetivos de guerra nazistas.
A destruição dos judeus europeus não era inevitável nem previsível quando os nazistas chegaram ao poder.
As civilizações asquenazita e sefardita que floresceram na Europa foram aniquiladas.
O ataque aos judeus da Europa teve raízes na Primeira Guerra Mundial.
Fascistas do entreguerras exaltavam nacionalismo integral, anticomunismo, militarismo, violência e antissemitismo.
A maioria dos eleitores de Hitler não votou por causa do antissemitismo do partido.
Muitos alemães achavam que algo precisava ser feito em relação aos judeus, sem ir além dessa exigência vaga.
Esses insultos vinham de antissemitas anteriores, sobretudo racistas ocultistas de Viena, que nunca governaram.
Hitler descreveu o judeu como contra-homem, criação de outro deus e ser estranho à natureza.
Em 1922, o jornalista antinazista Josef Hell perguntou a Hitler o que faria aos judeus com plenos poderes.
Ele falou em erguer tantas forcas na Marienplatz quanto o tráfego permitisse.
Hitler afirmou que o odor de judeus de caftã lhe causava náusea, e julgava a moral deles ainda pior.
Hitler disse crer que, ao se defender do judeu, lutava pela obra do Senhor.
A ideologia nazista também buscava vingança pela derrota de 1918 e pela humilhação de Versalhes.
O programa de 25 pontos do partido, de 1920, prometia expulsar judeus da vida pública alemã.
O ponto 4 dizia que só quem fosse de sangue alemão podia ser cidadão, e portanto nenhum judeu.
A introdução do Handbook liga o domínio nazista na Europa a engenharia demográfica na qual a aniquilação dos judeus era a aspiração central, articulada a nacionalismo e pensamento racial.
Hayes e Roth registram que muitos estudiosos preferem Shoah (destruição catastrófica) porque 'Holocaust' deriva de oferta pelo fogo e carrega conotações santificantes; ainda assim, desde os anos 1950 Holocaust tornou-se o descritor mais vigente em várias línguas e o título adequado para o campo.
Contexto
Entre 1933 e 1945 os judeus sofreram a maior catástrofe de sua história.
Em discursos e em Mein Kampf (1925), Hitler chamou judeus de parasitas, vermes, baratas, bacilos e câncer.
Na hierarquia nazista, alemães eram super-homens e judeus sub-humanos disfarçados de humanos.
§ 01Geografia
Onde aconteceu
§ 03Historiografia
O que os estudiosos discutem
Debate acadêmico · 01
Quando os nazistas decidiram assassinar os judeus da Europa?
3 posições · sem resposta única · sentar à mesa →
- A
Intencionalismo
Historiadores intencionalistas
O assassinato em massa teria sido a meta de Hitler desde o fim da Primeira Guerra.
- B
Funcionalismo
Historiadores funcionalistas
A decisão teria evoluído na guerra, como resposta prática ao número de judeus sob controle alemão.
- C
Intencionalismo moderado
Síntese dos autores
Os autores sugerem que o ódio era central desde o início, mas que remover judeus no começo significava, muito provavelmente, despojo e expulsão; o assassinato em escala europeia veio durante a guerra.
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Saul Friedlander, Nazi Germany and the Jews: The Years of Persecution, 1933-1939 (New York: Harper Collins, 1997).
Os anos de perseguição · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 457
Peter Hayes and John K. Roth, eds., The Oxford Handbook of Holocaust Studies (Oxford: Oxford University Press, 2010).
Manual de referência dos estudos do Holocausto (termos, perpetradores, memória) · recomendado em Hayes e Roth, p. 2
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 05Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 06Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 07Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 08Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 09Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 10Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 11Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 12Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 13Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 14Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 15Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 16Efron, Lehmann e Weitzman, p. 418inspecionar
- 17Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 18Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 19Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 20Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 21Efron, Lehmann e Weitzman, p. 419inspecionar
- 22Efron, Lehmann e Weitzman, p. 420inspecionar
- 23Efron, Lehmann e Weitzman, p. 420inspecionar
- 24Hayes e Roth, p. 5inspecionar
- 25Hayes e Roth, p. 2inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.