Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
24 afirmações
01Evidências e contexto
Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou a partilha por 33 votos a 13. A Grã-Bretanha se absteve.
União Soviética, Estados Unidos e países latino-americanos votaram a favor. Moscou via no Yishuv um possível aliado socialista.
Nas primeiras semanas da guerra civil, morreram mais de 80 judeus e 90 árabes.
Interpretação contestada
O Plano D expulsou guerrilheiros de aldeias de onde partiam ataques; em muitos casos as autoridades judaicas sancionaram a expulsão de aldeões. Segundo a evidência disponível, o livro julga que a conquista, e não um plano sistemático de esvaziamento, era o objetivo.
A conquista de Lida e Ramle forçou 100 mil árabes a deixar suas casas.
Em 9 de abril de 1948, o Irgun matou cerca de 120 árabes em Deir Yassin, muitos deles civis desarmados.
Às 16 horas de 14 de maio de 1948, horas depois de a bandeira britânica ser arriada, Ben-Gurion leu a declaração no Museu de Tel Aviv.
Naquela noite os Estados Unidos reconheceram o novo Estado. Três dias depois, a União Soviética fez o mesmo.
Ben-Gurion tornou-se primeiro-ministro e Chaim Weizmann o primeiro presidente, depois de Albert Einstein recusar a honra.
No dia seguinte, exércitos do Egito, da Transjordânia, da Síria, do Líbano e do Iraque, com voluntários da Arábia Saudita e do Iêmen, atacaram.
Israel chamou o conflito de Guerra da Independência. Mais tarde, os palestinos o chamaram de Nakba, catástrofe.
Os invasores somavam cerca de 25 mil homens. O Yishuv tinha uns 35 mil da Haganá e 3 mil do Stern e do Irgun.
Cerca de 3.500 voluntários judeus e não judeus, veteranos da Segunda Guerra, vieram do exterior e pesaram no resultado militar.
A Tchecoslováquia violou o embargo da Resolução 50 e forneceu material crítico, inclusive caças.
Em 26 de maio de 1948, Ben-Gurion criou as Forças de Defesa de Israel, incorporando Haganá, Irgun e grupo Stern.
Voluntários estrangeiros, sobretudo americanos, eram tão numerosos na aviação que o inglês, e não o hebraico, era a língua operacional.
Na primavera de 1949, Israel tinha 115 mil soldados, contra cerca de 60 mil nas forças árabes.
Uma trégua da ONU em junho de 1948 permitiu a Israel reagrupar e reabastecer o exército.
Israel tomou a Galileia ocidental e o Neguev, ficando 20 por cento maior do que o plano de partilha previa. Estado palestino não surgiu.
A ONU dividiu Jerusalém entre Israel e a Jordânia, que ficou com o Muro Ocidental.
A guerra matou 6.373 judeus, cerca de 1 por cento da população judaica, e feriu outros 15 mil.
Interpretação contestada
Entre 600 mil e 750 mil palestinos fugiram ou foram expulsos e tornaram-se refugiados.
Cinquenta anos separavam a proclamação de Ben-Gurion do diário de Herzl em Basileia, em 1897: "Today I created the Jewish state!"
Os tratados posteriores com Egito e Jordânia não produziram convivência calorosa.
Contexto
União Soviética, Estados Unidos e países latino-americanos votaram a favor. Moscou via no Yishuv um possível aliado socialista.
Nas primeiras semanas da guerra civil, morreram mais de 80 judeus e 90 árabes.
Interpretação contestada
O Plano D expulsou guerrilheiros de aldeias de onde partiam ataques; em muitos casos as autoridades judaicas sancionaram a expulsão de aldeões. Segundo a evidência disponível, o livro julga que a conquista, e não um plano sistemático de esvaziamento, era o objetivo.
§ 01Geografia
Onde aconteceu
§ 02Museu
Objetos e imagens
§ 03Historiografia
O que os estudiosos discutem
Debate acadêmico · 01
As expulsões de 1948 faziam parte de um plano de esvaziamento?
2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →
- A
Conquista, não despovoamento
Avaliação do capítulo
Segundo a evidência disponível, os objetivos israelenses centravam-se na conquista. Em muitos casos as autoridades sancionaram expulsar aldeões, mas Lida e Ramle não integravam uma política sistemática de esvaziamento.
- B
Catástrofe palestina
Memória palestina da Nakba
Centenas de milhares fugiram ou foram expulsos, e o nome Nakba fixou essa experiência como catástrofe.
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Benny Morris, The Birth of the Palestinian Refugee Problem, 1947-1949 (Cambridge, England: Cambridge University Press, 1987).
Origem do problema dos refugiados palestinos · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 517
Howard M. Sachar, A History of Israel: From the Rise of Zionism to Our Time (New York: Knopf, 2001).
História de Israel · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 517
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 461inspecionar
- 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 461inspecionar
- 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 05Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 06Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 07Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 08Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 09Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 10Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 11Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
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- 13Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 14Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 15Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 16Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 17Efron, Lehmann e Weitzman, p. 462inspecionar
- 18Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 19Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 20Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 21Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 22Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 23Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- 24Efron, Lehmann e Weitzman, p. 463inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.
