Data
1200a.C.
1200 a 1000 a.C.data aproximada
Muitos novos assentamentos nas terras altas surgiram após cerca de 1200 a.C.; nada os marca claramente como imigrantes, e a hipótese dominante os liga a populações locais.
Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
7 afirmações
Afirmações deste evento
Pelo livro de Josué, Israel se estabeleceu destruindo cidades como Jericó e Ai, mas não há evidência arqueológica clara dessa conquista maciça. Algumas cidades, como Hazor, mostram destruição, sem prova de que os israelitas a causaram; outras, supostamente destruídas, não têm sinais de violência. Ai nem parece ter sido habitada nesse período.
Quanto à célebre conquista de Jericó, não há evidência de destruição nesse período: a cidade, na época, nem sequer tinha muralhas para desabar.
O que a arqueologia revelou foi o crescimento rápido de povoados nas terras altas centrais de Canaã na época associada a Josué: antes pouco habitadas, porque eram difíceis de cultivar e tinham pouca água, elas foram ocupadas com terraços nas encostas e cisternas. Os povoados parecem novos e se multiplicam depois de cerca de 1200 a.C.
Não há indício claro de que os habitantes desses povoados fossem imigrantes vindos do Sinai ou do Egito: casas e cerâmica são difíceis de distinguir das da população local. A tese de que seriam ex-nômades também não se sustenta. Sem a história bíblica do Êxodo e da conquista, não haveria razão para supor que não fossem cananeus pressionados por razões econômicas ou sociais a ocupar uma região áspera fora do controle das cidades-Estado.
Interpretação contestada
Sem poder verificar o relato bíblico, muitos estudiosos recentes defendem outra explicação, divergente da Bíblia: os israelitas não vieram de fora, nem da Mesopotâmia nem do Egito, mas a cultura israelita surgiu dentro de Canaã, como um ramo da cultura indígena local. O esforço bíblico de distinguir Israel dos cananeus seria, nessa hipótese, historicamente enganoso.
Contexto
O pano de fundo geográfico que a Bíblia registra é exato: há histórias no Negev, nas serras perto de Jerusalém e no norte, junto ao mar da Galileia e ao monte Carmelo. Quem produziu Gênesis, Juízes e Samuel conhecia o terreno, o clima, os animais e as plantas da antiga Canaã. O hebraico, língua da maior parte da Bíblia, é chamado às vezes de 'yehudit', língua de Judá (os israelitas do norte falavam um dialeto um pouco diferente). Pertence ao ramo ocidental das línguas semíticas, junto com árabe, aramaico e ugarítico, e seus parentes mais próximos são as línguas de Canaã: moabita, amonita, edomita e fenício. Se os ancestrais de Israel viessem da Mesopotâmia ou do Egito, esperar-se-ia outra língua.
§ 02Museu
Objetos e imagens
§ 03Historiografia
O que os estudiosos discutem
Debate acadêmico · 01
De que população surgiu o primeiro Israel?
2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →
- A
Imigrantes ou marginais
Hipóteses sobre hicsos, Shasu e Habiru
Grupos móveis ou socialmente deslocados poderiam ter contribuído para a população que adotou o nome Israel.
- B
Maioria cananeia
Reconstrução arqueológica destacada no capítulo
Continuidade material, língua e padrão de assentamento indicam que a maioria vinha da própria Canaã.
Debate acadêmico · 02
Israel surgiu por uma conquista externa de Canaã?
2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →
- A
Conquista sob Josué
Narrativa bíblica tradicional
Um povo vindo de fora teria derrotado rapidamente cidades cananeias e ocupado a terra.
- B
Surgimento local
Muitos arqueólogos atuais
Novas aldeias das terras altas parecem ter sido formadas sobretudo por habitantes locais de Canaã.
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Philip King and Lawrence Stager, Life in Biblical Israel (Louisville, KY: Westminster John Knox Press, 2001).
Família, economia e vida cotidiana em Israel · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 32
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 11; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 11inspecionar
- 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 11; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 11inspecionar
- 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10inspecionar
- 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 11inspecionar
- 05Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 10inspecionar
- 06Efron, Lehmann e Weitzman, p. 4; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 4inspecionar
- 07Efron, Lehmann e Weitzman, p. 12; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 12inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.
