O declínio da Terra de Israel como centro cultural
Data
950d.C.
século X a 1291data aproximada
A yeshivá palestina foi de Tiberíades a Jerusalém e, com as Cruzadas, a Tiro, Damasco e Fustat; com a conquista cruzada de Jerusalém em 1099 e as turbulências seguintes, a Terra de Israel deixou de ser centro cultural do mundo judaico.
Narrativa com fontes
Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.
5 afirmações
01A yeshivá em movimento
A yeshivá de Tiberíades foi para Jerusalém no século X e, com as Cruzadas (Jerusalém caiu em 1099), mudou-se primeiro para Tiro, depois para Damasco e por fim para Fustat, no Egito. Os judeus do Egito estavam muito ligados aos líderes gaônicos da Palestina.
02Peregrinos e cruzados
No século IX, o autor caraíta Daniel ben Moisés al-Qumisi exortou seus leitores a lembrar de Jerusalém e a seguir o exemplo de cristãos e muçulmanos que afluíam à cidade como peregrinos. No período fatímida, judeus do Egito, do Mediterrâneo e até do Norte da Europa fizeram grande esforço para ir a Jerusalém e participar da peregrinação anual de Sucot.
Quando os cruzados conquistaram Jerusalém em 1099, proibiram os judeus de viver na cidade; a vida judaica ali só foi retomada quando as forças muçulmanas de Saladino a reconquistaram, 88 anos depois. Um rabino da vizinha Aleppo testemunhou os estragos dos cruzados na Palestina. A cronologia do livro registra também a devastação das instituições de estudo judaicas em Jerusalém.
Em geral, os cruzados não tiveram outra opção senão chegar a acordos com a população local (perderam seu último reduto, Acre, em 1291), e a Palestina continuou atraindo peregrinos e imigrantes judeus. O poeta e filósofo espanhol Judá ha-Levi partiu para lá em 1140; no século XIII, rabinos do Norte da Europa migraram para a Terra Santa, e Nahmânides se fixou na Terra de Israel poucos anos antes de morrer, em 1270.
03Um centro em declínio
Com a transferência da yeshivá de Jerusalém para a Síria e depois para o Egito e com a turbulência das Cruzadas, a Terra de Israel deixou de funcionar como centro cultural, e menos ainda político, do mundo judaico no fim da Idade Média.
§ 01Geografia
Onde aconteceu
§ 04Rede
Conexões
§ 05Bibliografia
Para continuar
Mark R. Cohen, Jewish Self-Government in Medieval Egypt: The Origins of the Office of Head of the Jews, ca. 1065–1126 (Princeton, NJ: Princeton University Press, 1981).
Vida comunitária e autogoverno judaico · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 182
§ 06Aparato
Fontes desta página
- 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 521inspecionar
- 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165inspecionar
- 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165inspecionar
- 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165inspecionar
- 05Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 165inspecionar
- Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
- Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
- Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
- Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
- Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.