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ZAKHORIUM

O estatuto de dhimmi toma forma

Data

661d.C.

661 a 750 d.C.

Sob os omíadas, a minoria muçulmana governava populações majoritariamente não muçulmanas, e o estatuto de dhimmi, depois associado ao Pacto de Umar, definiu os termos da proteção e da subordinação dos judeus.

História políticaHistória religiosa33.5116°N 36.3091°E
700 d.C.
800 d.C.
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Sob o Crescente: cada barra é um evento do período; em coral, este.

Narrativa com fontes

Cada bloco é uma afirmação verificável. O número abre a página citada; blocos em âmbar ou coral sinalizam tradição ou interpretação contestada.

12 afirmações

01A dinastia omíada

03

Os quatro primeiros califas governaram de Medina. Depois Mu'awiya fundou a primeira dinastia califal, a omíada, e transferiu a capital para Damasco; ela durou até 750 e, nessa data, o império ia do Atlântico ao delta do Indo. A expansão na Europa cristã foi detida pela derrota em Tours (732) e pelo fracasso do cerco a Constantinopla (717 a 718).

04

Os muçulmanos permaneceram por muito tempo minoria em seu vasto império, pois a islamização ficou atrás do controle político-militar. Estima-se que no século X a maioria da população do Egito ainda fosse de cristãos coptas, e no norte da Síria os cristãos foram maioria até o século XII.

05

Nessas circunstâncias, a passagem ao domínio islâmico provavelmente não foi traumática e, para muitas populações não muçulmanas, talvez até bem-vinda. Os judeus estavam habituados a ser minoria religiosa, e seu status legal sob o Islã se revelou semelhante ao que tinham no direito romano e bizantino; também para os cristãos do Oriente Médio, na maioria monofisitas que ressentiam o governo ortodoxo bizantino, a mudança pode ter sido menor do que se imagina.

06

A legenda da Figura 6.1 informa que a Cúpula da Rocha, em Jerusalém, foi construída sob o califa omíada Abd al-Malik (685 a 705) no local do Templo, e que Jerusalém ganhou significado religioso no Islã e se tornou um grande destino de peregrinação para muçulmanos, tanto quanto para judeus e cristãos.

02O estatuto de dhimmi

Como seria impossível impor a nova religião à força em território tão vasto, e como o Alcorão declara que não há coação em matéria de religião, a lei islâmica (xaria) reconheceu a existência de comunidades judaicas e cristãs. Tratados como dhimmis, 'povos protegidos', judeus e cristãos tinham proteção da vida e liberdade religiosa em troca de um imposto especial, a jizya.

03O Pacto de Umar

02

Tradição ou narrativa

As condições da coexistência entre dhimmis e muçulmanos estavam registradas no chamado Pacto de Umar, tradicionalmente atribuído ao segundo califa, Umar ibn al-Khattab (634 a 644). A versão mais antiga que se conhece do texto, porém, é do século X.

07

Mais notável do que as cláusulas do Pacto de Umar é sua forma: foi redigido como tratado, que obrigava os dois lados. Judeus e cristãos se submetiam às restrições, e o Estado muçulmano reconhecia um lugar específico para suas comunidades. A proteção legal, assim, não dependia do capricho de cada governante, mas estava inscrita como princípio básico da lei islâmica.

08

Várias cláusulas refletiam as condições dos primeiros anos da conquista: os dhimmis não podiam abrigar espiões nem portar armas, regras que serviam mais à segurança do jovem império do que a razões teológicas.

09

Outra cláusula proibia construir novos locais de culto ou restaurar os arruinados, provavelmente herdada de restrição semelhante do direito bizantino às sinagogas. Com o tempo houve exceções e meios de contornar a proibição: as sinagogas e igrejas de cidades fundadas por muçulmanos, como o (novo) Cairo, Cufa e Bagdá, são testemunho disso.

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Outras condições serviam para impor simbolicamente uma hierarquia social em que os dhimmis ocupavam posição inferior, embora legalmente garantida: levantar-se diante dos muçulmanos, não montar em selas, não construir casas mais altas que as deles. Restringia-se também a exibição pública das religiões dhimmi, a princípio talvez para evitar sua influência sobre a jovem comunidade muçulmana e depois para marcar a hierarquia, e vetava-se vender vinho a muçulmanos.

Contexto

Judeus e cristãos, o 'povo do Livro', receberam paz e proteção em troca de um tributo, a jizya, que mais tarde virou um imposto per capita regular. A base é um versículo do Alcorão (9:29), que manda combater os que receberam as Escrituras até que paguem o tributo. A comunidade muçulmana devia guerrear contra quem não aceitasse o Islã, mas, ao contrário dos pagãos, que em teoria só podiam se converter ou morrer, judeus e cristãos seriam deixados em paz se reconhecessem a supremacia política dos muçulmanos, pagassem o tributo e aceitassem um status inferior e humilhado na ordem social islâmica.

§ 01Geografia

Onde aconteceu

Coordenadas de gazetteers (Pleiades para lugares antigos; Natural Earth e Wikidata para os modernos) sobre geografia física moderna (Natural Earth). Litorais e o Mar Morto mudaram desde a Antiguidade.
▮ carregando geografia

§ 02Museu

Objetos e imagens

Cada peça indica se é um objeto antigo, uma fotografia moderna ou uma interpretação artística posterior.

§ 03Historiografia

O que os estudiosos discutem

Posições apresentadas lado a lado, sem hierarquia, como as relata a fonte. A avaliação da fonte aparece separada.

Debate acadêmico · 01

O Pacto de Umar foi uma regra aplicada à risca?

2 posições · sem resposta única · sentar à mesa →

  1. A

    Um código que remonta ao califa Umar

    A atribuição tradicional

    A tradição atribui o texto ao segundo califa, Umar ibn al-Khattab, como regra de convivência entre muçulmanos e dhimmis.

  2. B

    Um texto tardio, aplicado de modo condicional

    Efron, Lehmann e Weitzman

    A versão mais antiga conhecida é do século X, e suas condições básicas foram mais quebradas do que cumpridas: só quando outros interesses estavam em jogo, como rivalidade política ou tensão econômica, as autoridades as faziam valer com rigor.

§ 04Rede

Conexões

§ 05Bibliografia

Para continuar

  • Bernard Lewis, The Jews of Islam (Princeton, NJ: Princeton University Press, 1985).

    História em um volume dos judeus sob o Islã · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 181

  • Norman Stillman, Jews of Arab Lands (Philadelphia: Jewish Publication Society of America, 1979).

    Panorama e tradução de fontes primárias sobre os judeus de terras árabes · recomendado em Efron, Lehmann e Weitzman, p. 181

§ 06Aparato

Fontes desta página

  1. 01Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  2. 02Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 521inspecionar
  3. 03Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 521inspecionar
  4. 04Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  5. 05Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  6. 06Efron, Lehmann e Weitzman, p. 162inspecionar
  7. 07Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  8. 08Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  9. 09Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  10. 10Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 157inspecionar
  11. 11Efron, Lehmann e Weitzman, p. 156; Efron, Lehmann e Weitzman, p. 156inspecionar
  12. 12Efron, Lehmann e Weitzman, p. 156inspecionar
  • Evidência documentadaAtestado por evidência da própria época: textos, inscrições, moedas, papiros ou arqueologia.
  • Reconstrução acadêmicaInferência dos historiadores a partir de evidência indireta.
  • Tradição ou narrativaRelato literário, tradicional ou religioso; importante em si, mas não verificado de forma independente.
  • Interpretação contestadaEstudiosos discordam explicitamente; veja as posições em debate.
  • Reconstrução ilustrativaHipótese ou esquema visual para orientar a leitura; não é afirmação histórica.